ㅤSempre fui sentimental e nunca levei adiante relações em que não estivesse emocionalmente envolvida, e por mais que eu pareça ser durona, é apenas fachada. Só eu sei o quanto já sonhei em ser uma princesa resgatada da torre de um castelo.

Eu olho para a sua sobrancelha e pro formato da maçã do seu rosto enquanto você faz a barba com aquela expressão de que o mundo é o inferno. Eu olho pros pontinhos negros marcando a sua pele aonde a lâmina não foi bem sucedida e na cor dos seus lábios cerrados daquele jeito que você sempre faz quando pensa em dizer algo, mas não diz. Eu digo que é amor e você ri, como se isso fosse algo improvável entre nós dois. Eu vejo você parado olhando pras mãos, com cara de menino que fez corte no dedo e olhar de homem que já aguenta as pancadas da vida. E então fico admirado percebendo a guerra que o menino faz querendo chorar e o esforço que o homem faz pra continuar vazio. O caos já foi cheio de amor. Eu passaria a minha vida inteira olhando no fundo dos seus olhos, se eu continuasse me vendo neles, assim como estou agora. Você nega que a gente tem tudo pra dar certo e eu rio. Porque já chorei mares antes de você aparecer, com outros amores, outras canções, outros sonhos, outros dias chuvosos. Chorei comigo mesmo. Eu fico parado olhando você erguer a sua sobrancelha tentando enxergar por cima do mundo, e vejo você friccionar a testa como se dali fosse surgir resposta pra cura do câncer. Um sorriso pode curar as dores de uma vida inteira. O seu abre buracos no meu túnel de solidão escuro. Olha só pra mim? Eu tô rindo a toa, misturado com a vontade de ficar a toa contigo, enquanto o mundo lá fora pega fogo sem nem imaginar que o teu peito inflado de esperança no amanhã, aquece a minha alma agora tão cheia de casulos prestes a revelar borboletas frenéticas. Você me diz que amor é algo racional e eu raciono a água, a energia, a nossa conta de cartão de crédito e te explico que amor, amor mesmo, é tudo menos racional. Você encara o mundo de frente, enquanto eu só encaro o seu pomo de Adão se mexer quando você grita com meia cabeça para fora da porta pedindo a toalha. As maçãs do seu rosto dão um quadro. O movimento do meu coração com o timbre da sua voz dá um tango, e dos bons. Com direito a minha perna enrolada na sua, sua mão na cintura e a minha felicidade nas suas mãos. Aliás, isso foi tango desde sempre. Você continua me olhando como se já tivesse lido essa história, tentado mais uma vez a dizer que não é amor. E não é, é só uma história, a única até hoje que você quis insistir para sempre.

Ciceero M.   (via effingos)
Eu sinto sono quando chove, e quando falam de amor também. Meu pesadelo é se um dia chover amor, pra onde é que eu vou correr? Não tenho nada contra quem ama, eu só não me sinto muito confortável com a idéia de passar um domingo inteiro colando os pedaços do meu coração, enquanto o mundo lá fora ta gritando “é gol!”. Se um dia chover amor, espero que anunciem na previsão do jornal, pra eu não sair de casa. Amor adoece, enfraquece e deixa a gente com gosto de remédio amargo na boca, e amargo só mesmo o café depois dos meus porres. Porre de noitada café forte ajuda, agora porre de amor nem receita de avó dá jeito. Já vi gente se embriagar de pinga, fazer o número quatro e ainda ir pra casa dirigindo, agora quem se embriagou de amor eu vi pular da ponte. Eu sinto sono quando chove porque os relâmpagos são bonitos, e raio nunca cai no mesmo lugar, agora amor cai todos os dias sobre a mesma pessoa se ele quiser. Isso não te dá medo? Não os raios, digo do amor? Em mim dá. Imagine só, ser atingido por um raio e no minuto seguinte estar conversando com São Pedro sobre as previsões do tempo. Imagine ser atingido por amor e passar o resto da vida morrendo aos poucos, sem gostar nem de sol nem de chuva, ver tudo meio cinza. Loucura mesmo é colocar o coração nas mãos de outra pessoa. Sabe o que eu faço com as coisas que estão na minha mão quando estou distraído? Eu jogo fora, e nem sinto falta. Por isso quando chove eu sinto sono, pra não sentir saudade de quando eu gostava de sol ou de chuva, e não via tudo assim, meio cinza. Quando chove eu chovo.

Ciceero M.  (via effingos)
Se você tiver que chorar, chore como as crianças. Você já foi criança um dia, e uma das primeiras coisas que aprendeu em sua vida foi chorar; porque faz parte da vida. Jamais esqueça que você é livre, e que demonstrar emoções não é vergonha.

Paulo Coelho.   (via n-o-v-o-h-e-r-o-i)
Nunca fui elegante. Minhas camisas eram todas desbotadas, encolhidas, surradas, e já tinham cinco ou seis anos. Minhas calças, a mesma coisa. Detestava as grandes lojas, detestava os vendedores, eles se faziam de superiores, pareciam conhecer o sentido da vida, tinham uma segurança que me faltava. Meus sapatos eram sempre velhos e estropiados, e eu detestava lojas de sapatos também. Nunca comprava nada novo, a menos que as minhas coisas já estivessem completamente inutilizadas – automóveis inclusive. Não era questão de economia, é que eu não tolerava ser um comprador na dependência dos vendedores, aqueles caras tão altivos e superiores. Além disso, eu perdia tempo, um tempo em que eu poderia muito bem estar de papo pro ar, bebendo.

Charles Bukowski.   (via pensamentos-antigos)
E foi tentando não te amar que eu te amei mais que nunca.

Nickelback.  (via pensamentos-antigos)
Morro de medo quando um romance tá dando certo. Pode parecer besteira, mas se tá dando errado, quer dizer que eu sei bem o que tô fazendo.

Soulstripper.   (via pensamentos-antigos)
criou:

> Send me “hey promo” i’ll promote you <
E ficou claro que sempre vai aparecer alguém, alguém pra te encantar, pra te fazer olhar o mundo de um jeito mais harmônico, mais grato, alguém te arranque sorrisos e gestos nobres, que desperte em você as maiores qualidades, que te faça desenvolver o amor pelo outro, pelos outros, pelos muitos, pelos incontáveis momentos bons vividos e que deixam as melhores lembranças. Aquela musica que toca naquele aparelho velho que fica ao lado da cama, uma simples canção te transporta pra momentos de sua vida, com aquele amigo engraçado que vive bêbado quebrando os moveis de madrugada quando tudo deveria permanecer em silencio, ou que te fala coisas que você certamente não quer ouvir, mas que são extremamente necessárias para seu crescimento como ser humano, que te da sermões estúpidos, repletos de palavras grotescas que despertam uma súbita ira, é uma agressão a mim, aos meus sentimentos, é uma surra de verdades que tento mascarar e me sinto afundar em um poço de alienação de mim mesma, não é nada fácil aceitar as próprias falhas, se deparar com as inseguranças, os medos, nunca é fácil lidar com a verdade nua, crua e cruel que se esconde em meio a tantas ilusões, não é fácil aceitar que se é frágil demais pra lidar com os diversos declínios da vida, com as diversas decepções e desencontros, não é fácil entender que tudo aquilo faz parte de um caminho sem atalhos, precisamos passar por ali, não temos asas e nem podemos cavar túneis de desvio, temos de enfrentar de peito aberto. Ficou claro também que temos toda a sorte do mundo, pela vida sempre nos presentear com um amigo, uma amiga, um amor, ou um simples abraço que se encaixa perfeitamente, que tudo se renova, que os mesmos erros não devem ser cometidos, que as magoas e os ressentimentos devem ser evitados, valorizar todo e qualquer sorriso, dedicação, demonstração de carinho, em um mundo de pessoas frias e superficiais temos de cuidar das pequenas exceções que o destino nos trás de vez em quando, que por mais que um dia te faça perder uma lagrima ou outra já agregou muitos sorrisos, nada sendo permanente, devemos aproveitar enquanto o tempo passa devagar nos momentos de satisfação e ter força pra vencer as batalhas, ninguém vence uma guerra sem se sujeitar as possíveis mutilações.
O precipício era tão raso que eu bati a cabeça nas pedras do silêncio. E sabe? Eu nunca mais fui o mesmo. Uma pancada na cabeça e a memória criou pernas e saiu atrás de alguém com medo de altura ou o mínimo de dignidade. E o silêncio sou eu mesmo, enfermo incapaz de balbuciar qualquer coisa. Vejo luzes ao meu redor que perguntam de onde eu vim, da onde eu sou, mas eu sou apenas a inconsciência, a amnésia e um cheiro de álcool e noites mal dormidas que amaldiçoa um hospital vazio. Apenas depois do impacto eu consegui formar as metáforas perfeitas. O designer de ambientes deu a dica: espelhos fazem o espaço ser maior do que realmente é. Mas o teu espelho é do tamanho do espaço. Do universo. E a tua ninharia, o microscópio aperta as lentes pra poder ver. Você é mentira disfarçada de suor. Um estranho, um alienígena, uma partícula de poeira, parcialmente invisível, invadindo a minha alergia ao sofrimento dos outros. Minha tragédia maior foi esquecer o texto que estava na ponta da língua. O que eu já tinha ensaiado tantas e tantas vezes, quando eu ainda lembrava que o seu coração era faca de dois gumes. Mas esqueci o que não podia esquecer e amei o que eu não podia amar. Talvez ainda ame, mas eu não lembro mais de nada. A queda foi maior. E o motivo da queda? Um suicídio frustrado. Foi o nó da forca que desatou, mas manchou meu pescoço de roxo. Foi o seu espelho mais uma vez que alargou e adiou o meu ponto final. Talvez me jogando de vez naquilo que parecia infinito, eu morreria sem sentir a dor que o chão me aguardava. Mas o chão, pro meu azar, não estava dentro das tuas mentiras. E eu me estatelei antes que eu pudesse enxergar alguma parede, antes que eu pudesse me segurar. E foi bom. A sensação de voar por dois segundos. Ser livre. Dizer adeus e vá pro inferno. Foi bom, eu admito. Mas você é ainda pior do que o demônio, porque você também é o meu paraíso. Esquecer foi bom, enquanto esquecer não me fazia ser um suicida sem pretexto. O meu amor te encontrou da forma errada, jogando-se num abismo com fim. E envergonhadamente assumo que foi o meu amor que te transformou em algo ruim pra mim. Céu e inferno na mesma pessoa. Eu esqueci, enfim. Numa cama, quebrado e sozinho, de sorriso engessado e coração desesperado. As pessoas perguntam o meu nome e o meu nome é o eco do meu único grito de socorro. Eu esqueci de mim, mas infelizmente minhas amnésias ainda não são maiores do que o número de quedas que eu quero sofrer por você.

Cinzentos.   (via decepciona)
Amar vai além de palavras. O amor se baseia em atos, atitudes. É ficar em pé e deixar o outro sentar naquela única cadeira vazia. E mais que isso, é ficar ali perto. É olhar aqueles olhos castanhos que pede abrigo, e você doar o seu peito pra que ele faça morada, mesmo com aquele medo que ele entre e bagunce tudo. É querer ficar, mesmo quando te dão motivos para ir embora. É querer ouvir a voz, tocar as mãos, sentir o cheiro. É muito mais que aquelas três palavrinhas. É sorrir com os olhos, abraçar com o corpo, falar com o coração. Permanecer quando é hora de ir, gritar quando é hora de fazer silêncio. Amor é não ter vergonha, é sempre ter um espaço pro outro, é saber dividir. É ter ciúmes, vontades, exageros e lágrimas. Amar é ficar sem jeito quando te elogiam, é querer cuidar, é acreditar. Amor é o que fica, é o que dura, o que eterniza. Amor é um sentimento com tantos significados, que você não sabe como descrever, mas sabe que quer sentir.

Eternismo.
Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam. Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.

Charles Bukowski.  
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